
Construir sociedades simultaneamente inclusivas (justas), resilientes (adaptáveis) e sustentáveis (emissões zero) é a chave para o enfrentamento eficaz e socialmente justo das mudanças climáticas. Para alcançar esse objetivo, exige-se uma “abordagem integrada e transversal” baseada no conceito de “justiça climática”. Em termos práticos, implica construir infraestruturas adaptáveis ou de duplo uso, com prioridade para “soluções baseadas na natureza”, atendendo à urgência de superar o modelo linear de produção-consumo-descarte, convergindo para a “economia circular” e a “sustentabilidade regenerativa”. São necessárias “mudanças disruptivas”, que alterem fundamentalmente a estrutura de sistemas, pois as mudanças incrementais são insuficientes para a inclusão, resiliência e sustentabilidade. O planejamento territorial precisa estar fundamentado em uma “metodologia inovadora e sistêmica”, a fim de superar a visão setorial e disciplinar, com a adoção de “métricas de ecoefetividade” (que medem a geração do impacto positivo), com a coordenação em múltiplas escalas de governança. A mensagem central, é a da “transição ecológica e social efetiva”, o que implica migrar de um paradigma produtivo insustentável (produtivista, intensivo em combustíveis fósseis e no uso de substâncias nocivas à saúde humana, animal e vegetal, concentrador de riqueza), para uma “economia baseada em biomas e tecnologias limpas”, garantindo a distribuição de renda e o direito a uma vida digna à toda a população.
Autores: Valdir Roque Dallabrida
Publicação: 10/04/2026
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